Governo do Distrito Federal
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26/08/13 às 20h30 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Ação na Praça do Relógio comemorou os 7 anos da Lei Maria da Penha

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Em comemoração aos sete anos da Lei Maria da Penha, completados no último dia 7, a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Taguatinga ofereceu serviços e atendimentos jurídicos às mulheres que passaram pela Praça do Relógio, em Taguatinga Centro.

Durante todo o dia, foram oferecidos serviços de massagem corporal e facial, palestra sobre DSTs e hepatite viral, gestação na adolescência, noções de autoaquiagem, limpeza de pele, corte de cabelo, podólogo, medição de glicemia e orientação jurídica. De acordo com a subseção, mais de mil e cem atendimentos foram prestados durante o dia.

“O objetivo central do evento era promover a valorização da mulher, além de divulgar a Lei Maria da Penha que veio para coibir todo tipo de violência doméstica e punir quem maltrata uma mulher”, afirmou a presidenta da Comissão da Mulher Advogada da OAB de Taguatinga, Lúcia Bessa.

A coordenadora de Saúde da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Estado da Mulher, Rita Polli, acompanhada de sua equipe, ministrou uma palestra orientativa sobre o uso da camisinha. “O público, formado por homens e mulheres, de várias faixas etárias, transeuntes do local, receberam informações sobre os benefícios e o modo de usar a camisinha feminina”, explicou Rita Polli.

Segundo a coordenadora, profissionais do sexo também assistiram à apresentação. “A maioria informou que já conhecia e fazia uso da camisinha feminina. Tal revelação prova o cuidado e a autonomia da mulher em relação ao parceiro e proteger-se contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e hepatites virais”, avaliou a representante da SEM-DF na atividade.

O evento contou com as parcerias do ICEP-DF, Administração Regional de Taguatinga, Hospital Anchieta, Mary Key, Forever e Fundação de Assistência Jurídica da OAB/DF.

Conhecimento acerca da camisinha feminina – Em 1º de dezembro de 2012, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Secretaria de Estado da Mulher realizou uma sondagem para captar percepções acerca do conhecimento, uso e aceitabilidade da camisinha feminina no universo de 200 mulheres frequentadoras do Parque da Cidade, que participavam da campanha “Não Fique na Dúvida, Fique Sabendo”, do Ministério da Saúde.

Foram entrevistadas mulheres que já tinham ouvido falar da camisinha feminina e se relacionado sexualmente. Ao serem questionadas sobre o principal motivo que as impede de usar a camisinha feminina, 108 responderam que é a falta de informação sobre o preservativo.

Este dado corrobora outro indicador identificado pelo levantamento. Mesmo o preservativo sendo distribuído gratuitamente na rede pública de Saúde, 78% das mulheres ouvidas disseram nunca ter usado a camisinha feminina e 42% delas apontaram a (o) médica (o) como sendo a melhor fonte de orientação para o uso.

“Percebe-se que profissional de saúde do serviço público ou privado assume um importante papel para a confiança, a credibilidade e o estímulo para fazer as mulheres usarem a camisinha”, informou Olgamir Amancia, secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal.

Com informações da ASCOM da Adm. Regional de Taguatinga