Governo do Distrito Federal
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29/11/12 às 18h38 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Arte pelo fim da violência contra as mulheres

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Nesta quarta-feira, 28, a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia Ferreira, participou de mais uma atividade alusiva aos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. No fim da tarde de ontem, um grupo de grafiteiras de Brasília e do Rio de Janeiro fizeram um mural temático pelo fim da violência contra as mulheres. A ação, que aconteceu em parceria com o Balaio Café, foi realizada na passagem subterrânea da 102/202 Norte e chamou a atenção de quem passava pelo local.

Além dos desenhos, nomes de mulheres vítimas de violência também foram estampados nas paredes: Maria da Penha, que dá nome à lei que protege as mulheres dos agressores; Eloá Pimentel, morta em 2008 pelo namorado em São Paulo; e Eliza Samudio, assassinada, segundo a polícia, a mando do ex-amante, o goleiro Bruno, foram lembradas.

Para a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia, a proposta do movimento é fazer um chamamento à sociedade pela adesão à causa, mostrando que é preciso ter forças para quebrar o silêncio, denunciar a violência contra as mulheres em todo o mundo e evidenciar que essa é uma violação aos direitos humanos.

“Desde o dia 19, quando demos início à campanha, estamos utilizando as mais diferentes linguagens para alcançarmos públicos diferentes. Nós já tivemos exposição, rodas de conversa e hoje temos o grafite. Procuramos realizar um conjunto de atividades para mostrar a todos que não dá para manter essa questão da invisibilidade. A medida que a gente utiliza 16 dias de caminhada, a gente trás um tema para a visibilidade. Esse é o primeiro passo para que a gente possa superar essa contradição”, afirma Olgamir Amancia.

Entre o grupo de grafiteiras esteve presente a ativista social Panmela Castro. Seu trabalho consiste em provocar e polemizar, através do processo artístico de convivência com a rua, as verdades instituídas pela sociedade, em especial em relação ao corpo feminino, à sexualidade, à subjetividade, analisando as relações de poder e colocando a arte como o próprio estilo de vida. 

“Nesse momento, a gente também faz uma pequena peça de teatro em que a gente fala de uma situação de violência doméstica. É um teatro de rua, em que o público interfere na peça. E, com isso, o debate vai surgindo, as mulheres vão se abrindo. Através dos nossos desenhos, a gente vai contando histórias. O nosso trabalho é repensar a posição da mulher na sociedade, a forma como a gente se vê”, conta a ativista.

Só este ano, já foram 17.675 denúncias de mulheres agredidas.