Governo do Distrito Federal
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25/02/13 às 20h03 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

CEM 02 de Planaltina recebe atividades do Programa Rede Mulher

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Nesta segunda-feira, 25, a Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal deu início às atividades do Programa Rede Mulher no ano de 2013. O Centro de Ensino Médio 02 de Planaltina-DF, que comemora 30 anos de atividades nesta data, foi palco da primeira atividade do “Mutirão de Formação Informação e Cidadania” do ano. Paralelamente, a SEM-DF também realizou a oficina “Saúde da Mulher: Autonomia no corpo e na vida”. Ao todo, cerca de 60 pessoas participaram das atividades.

O Mutirão de Formação Informação e Cidadania promoveu o diálogo entre a comunidade acerca de temas voltados para a questão da mulher, como a difusão de informações sobre a Lei Maria da Penha e o apoio às políticas públicas que beneficiam as mulheres do Distrito Federal. A atividade é um dos eixos de trabalho do programa Rede Mulher, que se caracteriza como uma política pública intersetorial, multidisciplinar e integrada, formulada sob a concepção do trabalho em rede.

A secretária Olgamir Amancia destacou a importância de cada escola abrir espaços para se debater as questões de gênero em todas as comunidades. Para ela, eventos que promovam uma reflexão sobre a condição da mulher na sociedade é fundamental para o exercício da cidadania. “São nesses encontros que a gente analisa como somos vista e como nos fazemos ser vistas. Esses espaços são extremamente importantes, porque a gente debate sobre a nossa temática e ainda levamos informação àquelas mulheres que ainda não têm conhecimento dos seus direitos”, disse.

O mutirão contou, ainda, com palestras sobre a igualdade de gênero, as várias formas de violência contra a mulher e os serviços especializados para atendimento das vítimas. Assuntos como sexualidade, machismo e patriarcalismo também estiveram na pauta dos debates. Foram realizadas atividades em grupo, a fim de estimular a reflexão e o debate entre os participantes.

Para o professor José Nogueira de Jesus, a melhor forma desconstruir a cultura machista é a informação. “Ainda há muita gente desinformada. Eu, como professor, penso que é importantíssimo ampliar esse debate. Precisamos de ainda mais encontros como estes que reúnem docente – ainda mais agora, que as escolas têm que abordas essa temática dentro de sala”, observa.

Paralelamente ao mutirão, a Secretaria da Mulher também levou à escola a oficina “Saúde da Mulher: Autonomia no corpo e na vida”. A atividade tem objetivo de discutir o poder, a valorização e a formação cidadã da mulher por meio do conhecimento do próprio corpo. Elas também receberam orientações sobre as diferenças fisiológicas do corpo do homem e da mulher e debateram como esse funcionamento influencia na construção social da condição feminina.

A secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amância, esclarece que ainda hoje, muitas vezes, as diferenças fisiológicas servem como justificativa para o tratamento desigual, no qual as mulheres são tratadas como seres inferiores. “Mesmo nos dias atuais, em uma sociedade tão desenvolvida como a nossa, as próprias mulheres se enxergam como frágeis e a oficina mostra o quanto fortes nós somos. Ao corporificar nossas qualidades, o encontro para debater a saúde mostra como é importante sermos consideradas na condição de seres integrais, com nossos sentimentos, nossa inteligência e nossos corpos, num funcionamento harmônico e equilibrado”, complementa.

Para a psicóloga Natália Ferreira Borba, essas atividades chamam atenção para o debate sobre as questões de gênero. Ela acredita que os mutirões servem como um meio de difusão de ideias.  “Abre a discussão para um tema que normalmente não é muito entendido e nem discutido de maneira mais profunda, com mais cuidado, como foi tratado aqui”, resume.

Na dinâmica, ilustrada com um esqueleto de tamanho natural, as mulheres se enxergam de forma orgânica, de dentro para fora, compreendendo a importância dos sistemas hormonal e reprodutivo e mesmo passando a conhecer melhor como funcionam as emoções. “O simples fato de feminilizarmos um esqueleto, ou seja, chamarmos um esqueleto de ‘esqueleta’, já faz com que a mulher se enxergue de forma diferenciada e contribui para descontrair o encontro”, esclarece a fisioterapeuta Rita Polli Rebelo.