Governo do Distrito Federal
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22/03/16 às 14h37 - Atualizado em 29/10/18 às 11h14

DEU NO G1 – Vandalismo em mesquita do DF foi intolerância religiosa, diz governo

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Subsecretário de Direitos Humanos afirmou que polícia investiga caso. Livros e móveis foram jogados para fora; não houve furto de pertences.

Gabriel LuizDo G1 DF


 

Os ataques ao Centro Islâmico de Brasília nesta segunda-feira (21) foram um ato de intolerância religiosa contra a comunidade muçulmana, afirmou o subsecretário de Direitos Humanos do Distrito Federal, Coracy Chavante. Segundo ele, o governo acompanha as investigações da delegacia criada recentemente para apurar crimes do tipo. A polícia tem 30 dias para concluir inquérito.
Na manhã desta segunda, livros religiosos, utensílios e móveis do centro foram jogados para fora do prédio, que funciona na Asa Norte. Não havia ninguém no local no momento.

Como a mesquita não tem câmera de segurança, os investigadores esperam que imagens de uma escola vizinha possam ajudar a obter mais informações. A reportagem não conseguiu contato com o Sheikh Mohamed Zidan, responsável pelo espaço.
“As características denotam muito um crime de ódio porque lá tinha objeto de valor, objeto de som, e nada foi furtado. Livros e móveis foram jogados para fora, alguns rasgados. Isso não denota nenhuma ligação com furto, roubo ou vandalismo”, disse o subsecretário ao G1.

Ele declarou que o governou prestou solidariedade aos membros da mesquita. “Agora é aguardar o inquérito e continuar o diálogo para manter a garantia de direito humano à crença.” A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) foi criada em janeiro deste ano, depois que pelo menos quatro terreiros de candomblé foram incediados no DF e no Entorno.

O espaço funciona no Departamento de Polícia Especializada (DPE), na sede da corporação – próximo ao Parque da Cidade. À época da inauguração, o governador Rodrigo Rollemberg disse que “é inaceitável” que na capital do país sejam aceitos casos de intolerância religiosa.


Fonte: G1