Governo do Distrito Federal
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22/10/20 às 12h29 - Atualizado em 27/10/20 às 18h34

Empreendedoras aceitam convite para serem embaixadoras do Mulheres Hipercriativas

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Com o objetivo de inspirar outras mulheres, empreendedoras que trabalham no Distrito Federal em diversas frentes aceitaram o convite de compartilhar suas experiências como embaixadoras no projeto Mulheres Hipercriativas. O encontro no Palácio do Buriti, ontem, marcou o início dessa parceria e contou com a presença de aproximadamente 40 profissionais, que vão multiplicar o conhecimento e divulgar o projeto para que chegue ao máximo de pessoas.

 

A iniciativa, coordenada pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, visa capacitar cerca de 4 mil mulheres na capital e proporcionar a elas independência financeira. Para a secretária da Mulher do GDF, Ericka Filippelli, o projeto oferece uma estratégia poderosapara a autonomia econômica. “É uma perspectiva de futuro, porque a gente sabe que no tempo de pandemia (a autonomia financeira) foi muito abalada, principalmente para as mulheres”, afirma.

 

“E essas embaixadoras são mulheres expressivas da nossa cidade. O que eu acho que é mais bonito é que elas se colocaram à disposição para, voluntariamente, fechar esse ciclo, essa rede. São inspiradoras, multiplicadoras que vão poder contribuir com a história de vida que elas trilharam, com o exemplo, e mais do que isso: com a sororidade, com o incentivo que é tão importante para a gente”, ressalta a secretária Ericka Filippelli.

 

O diretor e chefe da representação da OEI no Brasil, Raphael Callou, ressaltou a importância da ação. “É mostrar para as mulheres que a cultura é importante, que gera emprego e renda e que, mais do que tudo, gera uma oportunidade para a quebra de paradigmas, para que a gente possa colocar a mulher dentro de um panorama de centralidade dentro da sociedade. Acho que esse é o grande legado que a OEI quer trazer e que essa iniciativa tenta realizar”, pontuou.

 

A empreendedora Fernanda de Andrade Sales, 37 anos, acredita no projeto como um pilar para a quebra do ciclo de violência doméstica. “Um dos grandes problemas que perpetuam essa questão é a falta de independência financeira e emocional. A gente acredita que o empreendedorismo mostra para a mulher que ela pode criar uma nova história e começar do zero”, afirma. Ativista e militante, Fernanda atualmente está trabalhando com a loja de camisetas de empoderamento feminino e com o projeto Aflorar, que arrecada produtos de higiene para mulheres da casa abrigo.

 

Para a produtora cultural Tatiana Assem Haidar, 37, a pandemia da covid-19 trouxe um desafio ainda maior. Professora de dança e coreógrafa, ela encontrou um novo meio para se reinventar nos últimos sete meses. “Criei uma grife de roupas voltada para o público da dança, do hip hop. Tive de usar da criatividade para sobreviver”, pontua. De acordo com ela, o projeto é importante para se criar uma rede de apoio entre as mulheres. “Uma ajudando a outra. Muitas encontram dificuldade de empreender, pois precisam cuidar da casa, dos filhos, se cuidar”, explica.

Professoras

Além das embaixadoras, o projeto está com o processo seletivo para professoras facilitadoras. As inscrições seguem até 30 de outubro e tem como objetivo contratar 40 professoras para ministrar as oficinas de capacitação on-line voltadas para o público feminino. As interessadas poderão apresentar propostas de cursos como: contadora de histórias, produção e comercialização de textos literários; produção e realização de espetáculos culturais; criação de arranjos florais de decoração para eventos; aperfeiçoamento de técnicas instrumentais e desenvolvimento de capacidades musicais; publicidade, marketing, multimídia e organização de eventos; moda; gastronomia; e gestão de empreendedorismo.

 

A ideia é que as oficinas sejam ofertadas, gratuitamente, a partir de janeiro do ano que vem. Os cursos podem ter 40, 20 ou 10 horas de duração. Mais informações no site: www.oei.org.br/mulheres-hipercriativas.