Governo do Distrito Federal
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28/03/18 às 17h14 - Atualizado em 29/10/18 às 11h14

O Assédio Moral e Sexual: injustiça e a interferência no desempenho do Trabalho

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O Assédio Moral e Sexual no Trabalho em relação `as mulheres é um problema de relevância  e que se detecta em todos os níveis sociais e,  além fronteira.

 

No Brasil, há ainda um sistema patriarcal que  coloca a  mulher em uma função de apoio e isso a expõe à essa modalidade de violência.

A discussão sobre o assunto foi tema de uma palestra e, em seguida, um  debate na manhã de hoje na Casa da Mulher Brasileira.

A palestra foi ministrada pela  Procuradora Regional do Trabalho, Adriane Araújo, Doutora em Direito pela Universidade Complutense de Madrid.

 

É  autora do livro Assédio Moral Organizacional. O tema é referenciado em revistas especializadas e em vários artigos assinados por Adriane Araújo.

 

“É uma violência e ainda os registros são velados porque as mulheres silenciam quanto a questão, pois dentro da situação, na sociedade que se vive, a situação   é acolhida de forma intrínseca e, não é para ser assim. Essa injustiça, se perpetua muito através das  violências moral e sexual que interferem no desempenho  do trabalho. A mulher tem o mesmo espaço, a mesma liberdade  que o homem e deve  ter o reconhecimento no trabalho. Mas, o  que se observa é que nem sempre o reconhecimento é igual e, de modo geral,  recebem um salário menor  que os homens. O trabalho delas, mesmo com  qualificação superior, é desvalorizado frente ao trabalho masculino”, relatou a Procuradora Regional do Trabalho.

 

” Precisamos combater esses dois modelos de violência para que a mulher tenha a liberdade no seu trabalho , dar visibilidade à essas questões para que a trabalhadora tenha o seu espaço reconhecido, dentro da sociedade”, reassaltou Adriane Reis Araújo.

 

A recomendação é que em situação de violência a mulher recorra ao sindiciato de sua categoria, ao Ministério Público , do Trabalho e também, entrar com uma reclamação trabalhista para indenização por danos morais, sempre que houver um caso de discriminação ou violência dentro do ambiente de trabalho.

 

O evento fez parte de um ciclo de palestras dentro do Mês da Mulher, e contou com a presença das Secretárias da Sedestmidh, Ilda Peliz,  das pastas das mulheres, Joana Mello e  Raissa Rossiter, da Coordenadora da Casa da Mulher, Margareth Teixeira e da Procuradora do Trabalho no DF, Ludmila Reis, além de representantes da sociedade civil.

 

Por Claudia Miani