Governo do Distrito Federal
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19/09/13 às 20h46 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Secretária reúne-se com Paul Singer

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A secretária da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia, reuniu-se nesta quinta-feira (19), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília, com o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer. A visita teve o objetivo de apresentar os projetos desenvolvidos no âmbito do DF relacionados à economia solidária e ao comércio justo na perspectiva de gênero.

DSC09502editAcompanhada da coordenadora de Políticas para Mulher, Claudia Afonso, e do responsável pelo programa Rede Mulher Artesã, Mateus Guimarães, a secretária entregou a Paul Singer o relatório parcial do programa, que tem como destaque o projeto Selo Rede Mulher de Economia Solidária. O projeto é da Secretaria da Mulher (SEM-DF) e atende artesãs. A produção artesanal no DF é formada em sua grande maioria (cerca de 80%) pelo público feminino, com mais de 40 anos.

Singer disse que o Ministério do Trabalho tem todo o interesse de apoiar a iniciativa e colocou a estrutura federal à disposição da Secretaria da Mulher do DF para ajudar no que for preciso. “Estou recebendo vocês de braços abertos. E não há por que não colaborar”, afirmou o secretário.

A secretária Olgamir explicou que o programa é viabilizado por meio de encontros de economia feminista e solidária. Nos encontros, artesãs discutem formas de aprimorar a produção e colocar os seus produtos no mercado. Para isso, têm o apoio do GDF e de parceiros.

Até o momento, de acordo com a secretária, foram realizados oito encontros. No total, 45 empreendimentos coletivos de mulheres se inscreveram para concorrer ao Selo Rede Mulher de Economia Solidária. O selo é uma espécie de certificação que agrega valor aos produtos. Além disso, Olgamir lembrou que a secretaria deverá lançar, em breve, um site que funcionará como catálogo virtual para as artesãs. Ao todo, 351 mulhereres já estão cadastradas.

Olgamir convidou ainda o secretário Paul Singer, um dos mais renomados especialistas em economia solidária no País, a participar, como palestrante, do último encontro de economia feminista e solidária deste ano, marcado para o mês de novembro. O secretário afirmou que, se puder, estará presente ao evento.  

Após a reunião, por recomendação do secretário Paul Singer, Mateus e Claudia reuniram-se com o coordenador de Gestão Financeira, da Secreetaria de Economia Solidária do ministério, Antônio Haroldo Mendonça. Eles discutiram os critérios de certificação dos produtos do Selo Rede Mulher. Mendonça afirmou que a definição dos critérios deva ser feita com muito cuidado e recomendou que, para isso, a SEM-DF buscasse o apoio de entidades experientes na área, como o Instituto Marista de Solidariedade. Coincidentemente, o Instituto já é parceiro da Rede Mulher Artesã.

Saiba mais:

O projeto Selo Rede Mulher é um instrumento de articulação do Programa Rede Mulher Artesã sob a perspectiva do Comércio Justo e Solidário, cujo objetivo é certificar e empoderar 50 grupos com material publicitário, catálogo e inserção na rede de comércio justo e solidário no Distrito Federal.  

Na prática, a economia feminista aponta para a necessidade de visibilização, reconhecimento e valorização do trabalho das mulheres, destacando os trabalhos artesanais e manuais, os quais são quase sempre produzidos no ambiente doméstico. Diante disso, o Selo Rede Mulher irá contribuir para estimular o empreendedorismo e o cooperativismo feminino; efetivar canais permanentes de divulgação e escoamento da produção artesanal, entre outros.

Parceiros – O projeto Selo Rede Mulher é uma realização das Secretarias da Mulher, do Trabalho, da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária, de Cultura e de Turismo; e das Administrações Regionais. Conta ainda com a parceria do Instituto Federal Brasília (IFB), BRB, Emater-DF, Rede de Bancos Comunitários do DF, Sebrae no DF, Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW), Fórum de Economia Solidária do Distrito Federal e Rede de Economia Solidária e Feminista.

Perfil – Segundo dados do Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro, coordenado no DF pela Secretaria de Trabalho, do total de pessoas cadastradas como artesãs, 87% são mulheres e, destas, 70% têm mais de 40 anos de idade.   Buscando conhecer melhor a realidade das artesãs, a SEM-DF realizou pesquisas junto às quase 300 mulheres atendidas pelo Programa Rede Mulher Artesã até o momento, verificando que 85% delas auferem renda mensal inferior a dois salários mínimos.

Para 67% delas, o artesanato configura-se como a principal fonte de renda; 64% são chefes de família e possuem, em média, duas (dois) filhas (os). No que diz respeito às ações governamentais para fortalecer o artesanato, “criar meios de escoar a produção” e “divulgar o artesanato no exterior” foram as principais solicitações, seguidas pela necessidade de “reconhecer o valor do artesanato”.   “Em atenção a essa realidade, a SEM-DF têm destacado, no âmbito do Plano Rede Mulher, os princípios e valores da economia feminista e solidária. Compreendendo os problemas oriundos da divisão sexual do trabalho, este conceito considera o trabalho de forma mais ampla, incluindo o mercado informal e o trabalho doméstico, ressaltando a necessidade de enfrentarmos a desigualdade de gênero”, finaliza a secretária Olgamir Amancia.

Ascom SEM-DF
(61) 3961-4624