Governo do Distrito Federal
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30/12/15 às 17h41 - Atualizado em 29/10/18 às 11h14

Secretaria combate intolerância religiosa

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Em entrevista concedida hoje (30/12) à TV Brasil, o secretário adjunto de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Carlos Santos de Paulo, falou sobre a intolerância religiosa. Para ele, houve um crescimento muito grande de crimes contra religiões de matrizes africanas. O último episódio ocorreu na praça dos orixás, na prainha do Lago Paranoá. Segundo testemunha, na semana passada, três pessoas foram ao local de madrugada com um cerrote e tentaram arrancar o cajado da estátua de Oxalá. A imagem que representa o maior símbolo religioso para a umbanda e candomblé ficou com o braço quebrado.


O secretário adjunto acredita que precisamos chamar a atenção da sociedade brasileira para que isso não ocorra mais. “Por isso, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos tem feito um conjunto de ações para garantir que a legalidade e a democracia seja efetivada. O órgão estuda a criação de um comitê inter-religioso, com o objetivo de discutir os temas relacionados a intolerância”, afirmou. Somente este ano aconteceram 13 ataques a terreiros de macumba e/ou umbanda no Distrito Federal e Entorno.


Diante desta realidade o governador, Rodrigo Rollemberg, expressou a vontade de criar uma delegacia para combater crimes de intolerância religiosa. Pois, até o momento, ninguém foi punido. Fato que estimula a violência contra as religiões de matrizes africanas. Entre as medidas tomadas pela secretaria, uma delas foi assinar um Termo de Cooperação com Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para acompanhar os processos de violação de direito das comunidades tradicionais religiosas de matriz africana. “Queremos que os responsáveis pelos delitos sejam punidos, assim essa onda de violência diminuirá”, completou Carlos.


No próximo dia 21 ocorrerá em todo o Brasil uma Marcha contra a Intolerância Religiosa. Segundo o secretário adjunto, a Secretaria vai convidar todas as congregações religiosas, sobretudo os evangélicos, para participarem do movimento.