Governo do Distrito Federal
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24/05/13 às 15h35 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Secretária debate saúde da mulher no V Congresso Nacional de Primeiras Damas

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Nesta quinta-feira, 23, a secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia Ferreira, participou de mesa no V Congresso Nacional de Primeiras Damas para expor aos participantes da atividade as ações e políticas que a SEM-DF, integradas com outros órgãos do Governo do Distrito Federal, implantou para melhorar os serviços de atenção à saúde da mulher, como a Carreta da Mulher e a Vacina do HPV.

O evento bianual teve objetivo de reunir lideranças e representantes de vários estados brasileiros para fazer valer a lei 12.732, que entrou em vigor dia 23 de maio. Essa lei visa dar melhores condições no tratamento ao câncer de mama no Brasil, que hoje registra índices de 50 mil novos casos por ano, sendo que 12 mil chegam a óbito, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

No Distrito Federal, a SEM-DF trabalha, por meio do programa “Rede Mulher”, com dois projetos que visam à melhoria da qualidade de vida das mulheres e a conscientização delas para os cuidados com a saúde. A oficina “Saúde da Mulher: autonomia no corpo e na vida” tem como objetivo de discutir o poder, a valorização e a formação cidadã da mulher por meio do conhecimento do próprio corpo. Na dinâmica, as mulheres se enxergam de forma orgânica, de dentro para fora, compreendendo a importância dos sistemas hormonal e reprodutivo e mesmo passando a conhecer melhor como funcionam as emoções.

Outra iniciativa é a Unidade de Saúde Móvel da Mulher, mais conhecida como Carreta da Mulher, inaugurada no dia 8 de março de 2012. A unidade é um projeto da Secretaria de Saúde, fruto de uma articulação com a Secretaria da Mulher. O caminhão facilita o acesso a exames para diagnosticar as doenças que mais matam as mulheres: o câncer de mama e o de colo do útero. Atualmente, o DF contra com três carretas.

“A carreta foi criada para levar atendimento para aquelas mulheres que moram em comunidades mais distantes, onde o deslocamento é mais difícil. Nela, é possível fazer mamografia, ecografia e coleta de material para a realização do exame Papanicolau. A Carreta surgiu a partir do entendimento de que é fundamental o diagnóstico precoce no controle desse tipo de câncer, para melhorar os resultados e garantir melhor sobrevida para as mulheres”, argumentou a secretária. 

O câncer, uma das principais causa de mortalidade em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, é uma enfermidade que merece a atenção de todos: governo, sociedade civil organizada, sociedade e pessoas jurídicas. A união de todos constitui-se como uma ampla ferramenta de prevenção e combate aos cânceres, incluindo os de mama e útero.

Além disso, as Secretarias da Mulher e da Saúde unem-se, durante todo o ano e, principalmente no mês de outubro, em uma grande campanha contra a doença. Outubro é o mês da mobilização pela prevenção do câncer de mama. E, para caracterizá-lo, o mundo ganha uma cor: o rosa. A campanha, que começou na década de 1990 nos Estados Unidos derrubando fronteiras e ganhando força em todo o mundo, toma conta do DF todos os anos.

O câncer de mama – O câncer de mama é o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2010-2011, produzida pelo Inca, o Brasil terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil serão tumores de mama.

Apenas neste ano, mais de 52 mil mulheres no Brasil inteiro já descobriram ou ainda irão descobrir que têm câncer de mama. No Distrito Federal, a estimativa é de 880 mulheres nessa situação, de acordo com informações da Gerência de Câncer da Secretaria de Saúde do DF.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que um centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça um exame por ano a partir dos 40 anos.