Governo do Distrito Federal
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7/07/17 às 19h15 - Atualizado em 29/10/18 às 11h14

Sedestmidh convoca reunião sobre afroempreendedorismo

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A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), por meio de Subsecretaria de Igualdade Racial (SIR/SEDESTMIDH), convoca a todas (os) afroempreendedoras (es) do Distrito Federal para participarem da primeira reunião de 2017 sobre o PROGRAMA AFROEMPREENDEDOR, que ocorrerá no dia 12 de julho, às 15h, no Edifício Anexo do Palácio do Buriti, 8º andar, na Sala dos Conselhos.

A pauta do encontro debaterá sobre o Plano Operativo do Programa Afroempreendedor; linha de crédito para Afroempreendedoras (es); Afro Incubadoras; cadastramento de afroempreendedoras (es); delimitação do perfil do tomador de crédito do POPAFRO; rede de Afroempreendedoras (as) do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF).    

O objetivo do programa é atender as necessidades de formação, inclusão e fomentar o protagonismo de mulheres negras a partir de 18 anos, jovens negros e negras a partir de 18 anos, adolescentes negras e negros de 14 a 17 anos, povos e comunidades tradicionais de matriz africana e afro brasileira, povos e comunidades tradicionais de outras matrizes e população carcerária.

Dados do Dieese e da Pesquisa de Emprego e Desemprego de novembro de 2014 em regiões metropolitanas do Brasil comprovam a desigualdade racial no mercado de trabalho. O estudo revela que os negros compõem mais de dois terços dos trabalhadores ativos, no entanto, têm rendimentos muito inferiores aos dos não negros. Em algumas cidades, o valor pago por hora de trabalho para a população de não negros chega a ser 40% maior do que para negros, que ocupam a grande maioria das vagas do setor de serviços.

Outro foco do programa de afroempreendedorismo do Distrito Federal é combater as desigualdades de gênero entre a população negra. Um das metas é a criação de uma incubadora para liberação de linhas de crédito para empreendimentos comandados por mulheres negras.

Os recursos poderão ser utilizados para o financiamento de equipamentos, reforma, ampliação e capital de giro de micro e pequenas empresas. A pesquisa mostra que é urgente a promoção de políticas públicas de trabalho voltadas para as mulheres negras. Elas representam 20,5% de desempregados enquanto a taxa entre homens negros é de 10,6%.

O principal instrumento de operação do programa será a Escola Técnica Aberta Afroempreendedora (CRIAR), um ambiente on-line que será utilizado para a sistematização de dados e informações e ao mesmo tempo uma plataforma de formação. A CRIAR vai oferecercursos à distância nas áreas de educação, capacitação e formação com foco no afroempreendedorismo, além de treinamentos presenciais realizados em suas subsedes, na Fábrica Social, na Estrutural, Estação da Cidadania, na Estação do Metrô da112 Sul, e noBox da Torre.