Governo do Distrito Federal
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3/03/15 às 2h26 - Atualizado em 29/10/18 às 11h14

Gestores da Semidh visitam acampamentos de ciganos

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Famílias vivem em situação de vulnerabilidade em Sobradinho

Igor Brazil
Repórter Ascom Semidh

Brasília (02/03/20150 – Integrantes da Coordenação de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semidh), visitaram, na semana passada, comunidades ciganas que habitam região rural de Sobradinho. Os acampamentos ficam em terras da União. No local, há mais de 260 pessoas, entre crianças e adultos.

A visita teve o objetivo de verificar a situação de vulnerabilidade em que se encontram as pessoas e articular o apoio dos órgãos do GDF. Foram coletados ainda dados para relatório que será enviado à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), já que os ciganos pedem para permanecer na área de propriedade do governo federal.

Foram visitados os acampamentos da Associação Nacional das Etnias Ciganas, que agrupa 15 famílias e 65 pessoas, montado há seis meses; o da Associação Cigana das Etnias Cálons do DF, com 35 famílias e 150 pessoas, o mais antigo, com cinco anos de ocupação; e o terceiro, com 12 famílias e 50 pessoas e apenas dois meses no lugar.

Afora o tempo de ocupação, que difere entre um e outro acampamento, todos padecem dos mesmos problemas. O principal é a questão da terra, já que os assentamentos estão em área pública. Nesse sentido, a Semidh buscará orientar as comunidades no processo de concessão de uso ou posse dos terrenos, que precisa, obrigatoriamente, de parecer do GDF antes seguir para a SPU.

Ao conversar com a comunidade, os gestores da Semidh registraram várias queixas, entre elas, o preconceito e segregação étnica que os ciganos sofrem. Eles disseram ser vistos como ladrões e desocupados, o que não retrata a realidade.

Foram constatadas ainda deficiências estruturais como falta de saneamento, luz elétrica e acesso a serviços básicos como educação e saúde. Crianças estão fora da escola por sofrerem preconceito e bulling em sala de aula, além de não ter transporte.

Moradores dos acampamentos disseram não conseguir marcar consultas, exames e tratamentos nos centros de saúde da região. Em dois acampamentos, há pessoas que sofreram amputação de membros inferiores (pés e dedos dos pés) por complicações decorrentes da diabetes.

Ao final da visita, o grupo da Semidh, ciente da necessidade de maior reconhecimento e promoção da cultura cigana, garantiu fazer gestões junto aos órgãos do GDF para que a comunidade tenha um atendimento digno, antes mesmo de uma solução definitiva para a questão do uso da terra.

Ascom Semidh
3961-1782 e 3425-4779