Governo do Distrito Federal
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3/04/13 às 19h11 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Tire todas as dúvidas sobre a vacinação contra o HPV em meninas

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Qual é a meta da campanha? 

Imunizar 64 mil estudantes que estão dentro da faixa etária da campanha contra a doença, principal causadora do câncer de colo do útero. 

Em média, quantas mulheres morrem no DF vítimas do câncer de colo de útero? 

Cerca de 90 mulheres morrem todos os anos no DF vítimas desse câncer. 

Quem pode receber a vacina gratuitamente? 

Meninas com idade entre 11 e 13 anos, NECESSARIAMENTE nascidas entre 1º de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2002. 

O que fazer caso, por motivo diverso, a adolescente perca a vacinação? 

As adolescentes que não tiverem recebido as doses poderão procurar um posto de saúde e apresentar identidade, cartão de vacinação e autorização dos pais. 

Como age a vacina? 

A vacina contra o HPV é preventiva, não é curativa. Isto quer dizer que tem de ser aplicada antes que a pessoa possa entrar em contato com o HPV, ou seja, antes do início da atividade sexual. Ela não elimina o vírus de quem já entrou em contato com ele. O que a vacina faz é que a pessoa vacinada já esteja protegida quando porventura possa entrar em contato com os tipos 16, 18, 6 e 11 do HPV, de forma que não venha a sofrer infecção, já que o mais provável é que as pessoas entrem em contato com o vírus quando comecem a vida sexual ativa, é preciso vacinar cedo, antes disso, na infância ou na adolescência. 

Então, a vacina não protege contra outros tipos de HPV? 

Não, a vacina não protege contra todos os tipos de HPV. Mas, se pensarmos que os HPVs 16 e 18 são os responsáveis pela maior parte dos cânceres de colo de útero (quase 80%), vale muito a pena se vacinar. Porém, a vacina não é um seguro total e nem um passe-livre. É necessário observar todos os cuidados higiênicos, preventivos e de bom senso quando se trata de sexo responsável. 

Quem for vacinada tem que se preocupar com os exames preventivos periódicos? 

Sim, sempre. Mesmo vacinadas, as mulheres têm de continuar, obrigatoriamente, realizando seus exames preventivos, depois do início da vida sexual e até pelo menos os 64 anos. 

Uma coisa não elimina a outra, já que são duas armas diferentes, duas formas distintas de lutar contra o mesmo problema. São duas estratégias complementares e não podem funcionar separadamente. 

O que se espera da campanha de vacinação? 

Espera-se, como já acontece nos países em que a vacina é aplicada em massa há vários anos, que os casos de câncer de colo de útero e de lesões pré-cancerosas diminuam em 80%, e espera-se também que as verrugas genitais venham a quase desaparecer. Não é de se esperar uma desaparição rápida dos casos de câncer e nem das verrugas genitais, já que vacinação está começando agora. Também não se pode esperar que daqui a 15 ou 20 anos não exista mais nenhum câncer de colo no DF, já que ainda “sobram” alguns outros vírus, que a vacina não inclui . É por isso que não se pode abaixar a guarda. 

Esta campanha vai ser para sempre? 

Claro que sim! Não faria sentido vacinar só as meninas neste ano. No ano que vem as meninas de 10 anos já estarão com 11, e entram na campanha de vacinação, e no ano seguinte, serão as que agora estão com 9 anos, e assim por diante. 

Quem tem HPV é uma pessoa promíscua ou descuidada? 

Não, de forma alguma. Significa somente que esta pessoa tem ou já teve atividade sexual, só isso. Toda a população sexualmente ativa, independentemente de idade, crenças, posição social, cultura e costumes, está exposta a entrar em contato com o vírus. 

Esse negócio do câncer de colo de útero é realmente tão sério assim? 

É sim, muito, mas muito sério. Em média, morrem no DF 84 mulheres por ano de câncer de colo de útero, a maioria delas ainda jovens e deixando filhos pequenos ou adolescentes. Quer dizer que mais de uma mulher morre por semana, aqui no DF, de câncer de colo. Em média, 180 casos são diagnosticados a cada ano na Secretaria de Saúde do DF. São muitas as que não morrem, mas têm que fazer cirurgias muito grandes, perigosas e mutiladoras, além de radioterapia e, em alguns casos, quimioterapia. O mais triste de tudo é que se trata de uma morte totalmente evitável. 

A vacina é perigosa ou tem muitos efeitos secundários? 

A vacina é fabricada com uma partícula de vírus, e não com o vírus inteiro atenuado, ou com soro. Não há perigo algum de contrair nenhuma forma da doença por causa da vacina. Os efeitos secundários são raros, mas podem acontecer dor e vermelhidão no local da injeção, febre baixa e mal-estar geral, como com quase todas as vacinas. Estes efeitos secundários duram poucos dias. 

Quais são as contraindicações da vacina? 

A vacina é contraindicada em caso de gravidez e em pessoas apresentando quadro febril ou infeccioso agudo, como gripe, infecção urinária, diarréia com febre. 

Como é administrada? 

É administrada por via intramuscular, no braço, em três doses, com intervalo de 60 dias entre cada dose. A seringa já vem pronta com a dose individual. Após a aplicação, ela é descartada. 

Toda pessoa que entrou em contato com o HPV tem doença? 

Não, apenas uma pequena parte dessas pessoas pode vir a ter a chamada “Lesão de Baixo Grau”, que é a forma mais leve, a menos grave, da doença provocada pelo HPV, ou então uma “Lesão de Alto Grau”, que já é uma forma mais grave, mas ainda não é um câncer e é 100% curável. 

Toda pessoa que tem uma “Lesão de Baixo Grau” pode chegar a ter câncer? 

Não, de novo. Só uma pequena parte das pessoas que tem “Lesão de Baixo Grau” pode vir a desenvolver câncer. Calcula-se que 80% das portadoras de “Lesão de Baixo Grau” se curam no prazo de 6 a 9 meses, sem nenhum tratamento. O problema é que não sabemos quem vai se curar e quem não vai, por isso a importância do exame preventivo e da vacina. No caso de a “Lesão de Baixo Grau” persistir, é realizado um tratamento local para retirá-la. 

O que acontece com as “Lesões de Alto Grau”? 

A chamada “Lesão de Alto Grau”, que não é ainda um câncer, mas tem muitas chances de virar um, também pode ser retirada por completo pelo médico especialista, sem grandes problemas, e a pessoa fica curada, de tudo, sem necessidade de cirurgias maiores, como a retirada do útero. 

E o câncer de colo? O que acontece com quem já chegou nesse estágio? 

Se o câncer for descoberto bem no início, ele pode ser curado totalmente, porém com cirurgias maiores. De novo, o exame preventivo é a melhor arma para diagnosticar esses casos de câncer no início. Por isso é tão importante fazer sempre o exame preventivo, vacinada ou não vacinada. Infelizmente, quando o câncer só é descoberto em fases avançadas, as cirurgias já são muito extensas, ou até pode ser impossível operar. Existem ainda outros recursos, como a radioterapia e a quimioterapia. 

Mas ninguém deve chegar a este estágio de câncer avançado, por três razões: 

1- O exame preventivo pode diagnosticar com segurança as lesões de baixo grau, as lesões de alto grau e os cânceres iniciais. 

2- São necessários vários anos para que uma lesão de baixo ou de alto grau passe a ser um verdadeiro câncer. Se o exame preventivo for realizado com a periodicidade certa, chegaremos sempre em tempo de tratar a lesão e não deixar que o câncer apareça. 

3- A vacina contra o HPV pode evitar que as pessoas tenham lesões de baixo grau, lesões de alto grau e câncer, quando são os HPVs 16 e 18 os envolvidos neste processo. 

Mais informações estão disponíveis no site http://www.dfcontraohpv.com.br.