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8/12/22 às 18h54 - Atualizado em 8/12/22 às 18h57

Centro Educacional Irmã Maria Regina recebe o último “Ação Mulher no Campo” de 2022

Estudantes da instituição e moradores da região, localizada em Brazlândia, participaram da ação que oferece diversos serviços do GDF

Após alcançar a marca de mais de 22 mil atendimentos desde seu lançamento, em 2021, o “Ação Mulher no Campo” realizou sua 23ª edição, a última deste ano, nesta quinta-feira (8). Desta vez, quem recebeu a visita de diversas secretarias e órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), além de parceiros não governamentais, foi o Centro Educacional Irmã Maria Regina, localizado na área rural de Brazlândia. No local, foram atendidos os moradores da região rural e do Assentamento Gabriela Monteiro.

O programa, encabeçado pela Secretaria da Mulher (SMDF), é uma ação conjunta do governo do DF e tem a proposta de facilitar o acesso da população a diversos serviços públicos, como saúde, trabalho e direitos sociais. Ao todo, foram oferecidos mais de 600 atendimentos aos estudantes e suas famílias, assim como aos moradores da região.

A subsecretária de Promoção das Mulheres, Luene Garcia, destacou a importância da participação das lideranças rurais na ação: “Esta é uma oportunidade para as mulheres da região rural exercerem seu poder de fala e mostrarem suas necessidades. Assim, o Governo Distrito Federal pode conciliar as políticas públicas com os interesses da comunidade do campo”.

Empreendedorismo na área rural

Viviane Moreira da Silva, moradora do Assentamento Gabriela Monteiro e membro do Grupo de mulheres da Associação Rural Gabriela Monteiro (Argam), ficou muito feliz com o evento. Para ela, o espaço é importante para fortalecer a economia das mulheres rurais, que trabalham com agricultura e artesanato. “Aqui, nós podemos chamar a atenção para o nosso trabalho, mostrar para moradores da área urbana o que é produzido no DF”, explica.

Uma das propostas do “Ação Mulher no Campo” é, justamente, dar visibilidade e incentivar as mulheres que vivem em área rural para que elas tenham condições de trabalhar e gerar renda sem sair de casa, explorando a terra ou seus talentos manuais, como o artesanato e a gastronomia.

Durante o evento, as moradoras puderam explorar seu lado empreendedor, expondo suas produções e artesanatos em uma pequena feira. Entre os diversos produtos feitos por essas mulheres na comunidade, estavam doces, salgados e iguarias, assim como produtos de artesanato feitos de crochê, pintura de tecido e madeira.

União de esforços

Além da Secretaria da Mulher, o evento contou com a participação das secretarias de Turismo (Setur), de Saúde (SES), de Educação (SEEDF), de Segurança Pública (SSP), da Família (Sefam), de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e do Desenvolvimento Social (Sedes), além da Terracap, da Novacap, da Vigilância Ambiental, da Defesa Civil, da Polícia Civil, do Batalhão Rural e de parceiros não governamentais.

Entre os serviços oferecidos, estão informações oferecidas pela SMDF sobre temas como direitos das mulheres e prevenção à violência de gênero. As interessadas ainda puderam se cadastrar nos cursos de capacitação oferecidos pela secretaria.

A comunidade local também pode fazer inscrições no Cadastro Único, da Sedes, e aproveitar a oportunidade para fazer o agendamento de consultas médicas e serviços médicos, como vacinas e testes rápidos, pela Secretaria de Saúde. A ação ainda conta com o incentivo da Secretaria de Turismo (Setur), que, durante o evento, realiza consultas para a  emissão da carteira de artesão pela pasta.

As crianças e jovens se divertiram no espaço lúdico organizado pela Secretaria de Segurança Pública, além de participar das atividades organizadas da Defesa Civil e aprender sobre diversas zoonoses nos estandes da Vigilância Ambiental.

Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e do Cerrado

O “Ação Mulher no Campo” foi uma demanda do Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e do Cerrado, um órgão colegiado, de caráter consultivo e vinculado à SMDF.

Composto por mulheres representantes de diversos grupos, como quilombolas, indígenas, mulheres rurais, ciganas, entre outras, e por membros dos órgãos do governo do Distrito Federal, o fórum tem a missão de debater propostas de políticas voltadas à promoção da saúde, dos direitos e da autonomia econômica das mulheres do DF.

Representante no Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e do Cerrado, Viviane destacou a importância do órgão para o cuidado com a população feminina que mora nas áreas rurais: “É nesse espaço que nós conseguimos apresentar nossas pautas. É ali que criamos a conexão com o Governo. O Fórum facilita o diálogo entre as secretarias e a comunidade rural para que possamos ter nossas necessidades atendidas”.

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