Programa Realize, oferecido pela Secretaria da Mulher, fala de trabalho e de autoconhecimento para mulheres em situação de vulnerabilidade
As mulheres se reuniram em um auditório para falar de habilidades socioemocionais e sobre empreendedorismo. A maioria ouvia falar, pela primeira vez, desses conceitos e começavam a entender que sentir e agir estão interligados. Para ter sucesso no trabalho, é preciso investir na autoestima, no autoconhecimento e reforçar a confiança em si mesma. O contrário também é verdadeiro. Quando a mulher acredita em seus potenciais, ela constrói um caminho de sucesso profissional.
Esta é justamente uma das propostas do programa Realize da Secretaria da Mulher (SMDF): desenvolver as competências socioemocionais com foco no trabalho e na autonomia econômica feminina.
O programa que, inicialmente, era feito apenas pelas alunas dos cursos de capacitação oferecidos pela Secretaria, agora será ampliado e vai ser ministrado nos equipamentos do Governo do Distrito Federal que acolhem e acompanham mulheres em situação de vulnerabilidade e de violência doméstica e familiar, como os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam); os Núcleos de Atendimento aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd); além de Cras, Creas e dos centros de saúde.
Para debater o tema, a SMDF organizou o 1º workshop Realize, na escola técnica de Brazlândia, que reuniu mulheres de diferentes idades, diversas profissões e até para quem está em busca de desenhar uma carreira. “Aqui estamos aprendendo a lidar não só com os nossos negócios, mas também com a nossa vida”, definiu Nelcimar Santarém, uma das participantes.
“O objeto é levar o programa para todas as regiões do DF e atender as redes, além dos equipamentos, que têm relação com o enfrentamento a violência, para inserir essas mulheres, em situação de vulnerabilidade, em uma nova proposta de desenvolvimento de suas competências emocionais e profissionais”, afirma o agente social Dênis Reis, coordenador do projeto.
As moradoras de Brazlândia serão as primeiras a poder participar do Realize em Rede, mas, em breve, o programa chegará a outras RAs. A ideia é que, preferencialmente, vítimas de violência ou aquelas em situação de vulnerabilidade, que são atendidas pelos equipamentos da SMDF ou por uma das unidades pertencentes à Rede de Enfrentamento e Combate à Violência do DF, participem do projeto. Mas a proposta é aberta a todas que se interessarem pela metodologia.
O Realize acontece em três etapas, que incluem um curso com três encontros, de 4 horas cada. Além disso, cada aluna recebe acompanhamento e orientação individual, por 6 meses, por meio de encontros semanais, quinzenais ou mensais. Nesse período, são criados espaços de reflexão sobre trabalho e de troca de experiência e de conhecimento sobre autonomia econômica. Além disso, são apresentas ferramentas para que elas possam traçar um planejamento profissional personalizado e empreendedor.
“O objetivo do Realize é fazer essa jornada interior, de autoconhecimento, que vai potencializar e transformar essa mulher e a perspectiva que ela tem da vida, para que ela alcance seus objetivos”, acrescentou Dênis Reis.
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