Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
13/01/14 às 22h27 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

O resgate da autoestima e a descoberta de uma vida nova

COMPARTILHAR

Com quase 5 mil atendimentos em 2013, Casa Abrigo ajuda vítimas de violência a dar a volta por cima

Brasília (13/01/2014)  Balanço da Secretaria da Mulher mostra que, em 2013, a Casa Abrigo, unidade de acolhimento de mulheres vítimas de violência, recebeu 138 mulheres e seus filhos e filhas, sendo 159 crianças e 13 adolescentes. No total, a equipe da unidade, formada por psicólogas, assistentes sociais, advogadas e pedagogas, prestou 4.806 atendimentos. 

Normalmente, a Casa Abrigo acolhe mulheres que enfrentam situação extrema de violência, algumas até ameaçadas de morte pelos seus agressores. O encaminhamento é feito pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). Na Casa, elas recebem atendimento interdisciplinar para o resgate da autoestima e a reconstrução da autonomia.

A secretária da Mulher, Olgamir Amancia, lembra que a Casa Abrigo é muito mais do que um esconderijo para a mulher ameaçada pelo agressor. “Nosso foco é tornar o local um espaço onde todas terão a oportunidade de conhecer melhor os seus direitos e, por meio dos programas de capacitação, terem condições de aprender uma profissão e, dessa forma, tornarem-se independentes”, afirma a secretária. 

Suporte  As mulheres e seus filhos e filhas crianças e adolescentes permanecem na instituição por cerca de 90 dias. Durante esse período, todas contam com suporte psicopedagógico e ações que envolvem atividades físicas e lúdicas (para as crianças) e ações de caráter sócio-ocupacional. 

Reuniões, terapias de grupo e oficinas de artesanato são algumas das formas usadas pela equipe de profissionais para promover o trabalho de reinclusão das mulheres na sociedade, com foco na autonomia, emancipação e empoderamento. Os cursos são ministrados por meio de parcerias com entidades do DF. 

Crianças em idade escolar são encaminhadas para um escola próxima à Casa Abrigo, de modo que não percam o ano letivo. Quem precisa de cuidados médicos, também recebe encaminhamento ao posto de saúde mais próximo. Em ambos os casos, o transporte e a segurança são providenciados pela Secretaria da Mulher. 

Continuidade – O acompanhamento psicológico às famílias tem continuidade após a saída da Casa Abrigo, onde filhos e mães, assim como o agressor, são encaminhados ao Núcleo de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd) ou ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam). 

Em todos os casos, há terapia individual e coletiva para os envolvidos, e, geralmente, o tempo de acompanhamento é de seis meses, podendo ser prorrogado, a depender do caso. “Os agressores não recebem proteção e, sim, reeducação refletirem sobre a forma como viviam e, desse modo, cessar o ciclo de violência”, enfatiza a secretária. 

Durante o período em que estão na casa, as mulheres são avaliadas por assistentes sociais para receber os benefícios a que têm direito – como salário-aluguel e Bolsa Família -, e a Secretaria da Mulher procura inserir as que mão possuem nenhuma perspectiva de trabalho em programas de qualificação profissional e na rede de empregos. 

Carolina Sales
Ascom SEM/DF
(61) 3961-1782 /3425-4779